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No motor com rotor tipo gaiola são induzidas correntes pelos campos magnéticos, criando campos magnéticos opostos; tem-se então polos contrários no estator e no rotor. Como polos contrários se atraem, o rotor é forçado a acompanhar o deslocamento de 45° do polo auxiliar para o principal, iniciando o movimento do rotor, a ser demonstrado na Figura 18.
Assim, isso se torna uma sequência e o rotor não volta para o polo inicial, pois devido à direção do movimento é mais fácil ir para o polo auxiliar seguinte a 90°. Outro ponto é que os polos formados provam de uma corrente senoidal que cria o campo variante no tempo e inverte a polaridade. Isso faz parte do funcionamento do motor, mas cria um problema.
Como a frequência da rede é de 60 Hz o motor aproveita os dois semiciclos dessa tensão, logo teremos internamente um campo girante a 120 Hz. Dobrada essa frequência, ouviremos um ruído característico do motor, que é incômodo para algumas aplicações.
Quanto maior a diferença entre os ângulos das correntes dos enrolamentos auxiliar e principal maior será o torque de partida do motor. Por outro lado, se a corrente do enrolamento auxiliar tem sua defasagem reduzida em relação à tensão, também teremos um maior torque de partida, visto que a diferença angular entre as correntes dos enrolamentos aumentará.
Após a partida o enrolamento auxiliar é desligado pelo interruptor centrífugo e o rotor segue o campo girante produzido pelo enrolamento principal.
Outro ponto a ser comentado diz respeito ao sentido de giro do rotor, a inversão desse sentido é simples de ocorrer, basta inverter a ligação no enrolamento auxiliar.
A corrente de partida (Ip) do motor de fase dividida é aproximadamente cinco vezes a corrente nominal (In) desse motor e seu torque é diretamente proporcional ao seno do ângulo de defasagem dessas correntes.
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