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arrow_back Aula 10 - Hidráulica Industrial

2.5.3 Válvulas de retenção

As válvulas de retenção, conforme Figura 20, são elementos indispensáveis em sistemas hidráulicos, pois elas são responsáveis por evitar que o fluido retorne por uma via, sendo, assim, chamada também de válvula direcional, pois impede que o fluido trafegue por outra direção.

Figura 20 - Válvula de retenção
Válvula de retenção

2.5.4 Válvulas controladoras de vazão

As válvulas controladoras de vazão têm a função de restringir o fluxo do fluido da bomba em determinada linha do circuito, para, em geral, fazer o controle de velocidade no acionamento dos atuadores. Essas válvulas, vistas na Figura 21, são muitas vezes aplicadas em circuitos associadas às válvulas de retenção.

Figura 21 - Válvula controladora de vazão (esquerda) e válvula controladora de vazão associada com válvula de retenção (direita)
Válvula controladora de vazão (esquerda) e válvula controladora de vazão associada com válvula de retenção (direita)

2.5.5 Atuadores hidráulicos

Os atuadores hidráulicos convertem a energia dos fluidos (pressão e vazão) em energia mecânica (movimento linear ou rotativo). Nos atuadores é onde ocorre todo o trabalho realizado pelo sistema. O seu dimensionamento é feito para atender aos requisitos de força e deslocamento da carga a qual ele estará acoplado. Eles podem ser divididos, de acordo com sua forma de funcionamento, em lineares e rotativos. Nos lineares, o trabalho é realizado linearmente sempre com avanço e recuo de sua haste, já no rotativo o trabalho é realizado com rotação em torno de um eixo. Os tipos de atuadores serão demonstrados na Figura 22 a seguir, clique em cima de cada imagem do recurso abaixo para visualização:

Figura 22 - Tipos de atuadores lineares

2.5.6 Dimensionamento de atuadores lineares (cilindros)

Para o dimensionamento dos atuadores lineares, precisamos determinar alguns elementos para sua correta aplicação, como, por exemplo:

  1. Força do cilindro

É importante conhecer a força de um atuador hidráulico para saber se ele será capaz de deslocar a carga a qual ele será ligado. Assim, temos a equação que permite calcular a força.

F=SP

Onde,

F – Força em (N);

S – Área do cilindro (m2);

P – Pressão em (Pa).

Para o caso de cilindro, temos que a área é calculada pela equação:

S=πD24
  1. Curso do cilindro

O curso do cilindro, ou deslocamento de sua haste, é a distância a qual ele deverá se deslocar. Essa distância é importante para determinar a quantidade de trabalho necessário para o sistema e para quantificar o volume de fluido que será utilizado nesse deslocamento.

  1. Volume do cilindro

O volume do cilindro é a quantidade de fluido que tem de existir no seu interior para que possa haver o deslocamento total de sua haste. Ele é dado por:

VC=SPCP

Onde,

VC – Volume do cilindro a ser preenchido por fluido (cm3);

SP – Área do pistão (cm2);

CP – Comprimento do pistão (cm).

  1. Velocidade da haste

A velocidade da haste de um cilindro é determinada pela vazão do fluido que pode ser introduzido no interior de sua câmara para empurrar o pistão. Essa velocidade é calculada por:

V=QS

Onde,

V – Velocidade de avanço ou recuo da haste de um cilindro (cm/min);

Q – Vazão em (cm3/min);

S – Área da câmara do cilindro (cm2).

  1. Vedações

As vedações são elementos responsáveis por fazer o isolamento do fluido e evitar vazamento dos pistões, são fabricadas em couro, poliuretano, borrachas nitrílicas ou viton.

  1. Amortecimento

O amortecimento protege o cilindro contra os choques excessivos e desgastes. Ele consiste, basicamente, de uma válvula de controle de fluxo, ou coxim, que atua nos dois lados do pistão (avanço e recuo).

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