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Podemos observar com mais detalhes na figura a seguir. Veja que temos, semelhante ao que acontece com o transistor, uma junção de semicondutores dopados do tipo P, tipo N e do tipo P. Entretanto, a distribuição entre eles é muito diferente.
Boylestad usa uma ótima analogia em seu livro “Dispositiva eletrônica e teoria de circuitos” para explicar o funcionamento do FET. Ele compara o JFET a um sistema hidráulico, como mostra a figura a seguir:
Dependendo da tensão aplicada à porta (gate), mais água (portadores de carga) irá fluir da fonte (source) para o dreno (drain). Para entender o funcionamento do JFET vamos analisar a figura a seguir:
Se aplicarmos uma pequena tensão entre o dreno e a fonte (vDS) e se a porta não estiver polarizada, aparecerá uma pequena corrente (id). O problema é que, se quisermos aumentar a corrente, temos que aumentar a tensão vDs. Entrentanto, à medida que aumentamos essa tensão, temos também um aumento da região de depleção, aumentando a resistência dentro do JFET, até termos um “estrangulamento” do canal.
Se aplicarmos uma tensão negativa na porta do JFET, teremos um estreitamento do canal ainda mais rápido até chegarmos ao valor de corte, representado no gráfico abaixo como VP.
Esse gráfico é muito semelhante ao gráfico das características de saída de um transistor TJB. Entretanto, a grande vantagem de se usar um JFET é que sua impedância de entrada é altíssima.
Aproveitando-se da subida antes do ponto de tensão VPo, o JFET é utilizado como uma resistência que tem o seu valor alterado por meio da aplicação de uma tensão na porta.
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