Cursos / Jogos Digitais / Modelagem 2D / Aula
Em primeiro lugar, vamos deixar claro aqui o que é que faz o 3D ser diferente do 2D.
Aí você pode estar se perguntando “Seria por ter um D a mais, Professor?. Sua resposta está...errada!
Com uma dimensão a mais, os objetos passam a ter três referências para identificá-los no espaço! Não estamos mais tratando de imagens chapadas, mas de objetos com volume. E sim, isso adiciona novos elementos ao grau de complexidade para trabalhar com esses modelos. Mas...os princípios básicos da modelagem vão se manter! Simplificar as formas, construir a partir de primitivas… Tudo isso ainda está valendo!
Mas vamos começar com um pouquinho de conceitos:
Primeiro ponto: objetos e modelos 3D tem uma certa anatomia na sua composição.
Lembra que as imagens 2D são compostas por um conjunto de pixels, ou por curvas que definem o seu formato? Os modelos 3D também tem partes que os compõem:
A esfera como um todo é um mesh!
Lembra daquele exemplo de imagem 2D? Quanto mais pixels uma imagem tiver, mais detalhada ela é. A mesma coisa vale quando falamos em relação à mesh de objetos 3D: quanto mais polígonos compõem a malha, mais detalhado o modelo se torna. Quando uma malha possui um número elevado de polígonos nós dizemos que ela é High-Poly, quando o número de polígonos é menor dizemos que ela é Low-Poly.
E no que isso interfere?
É uma questão de desempenho: quanto mais polígonos melhor a qualidade, porém mais pesado é para o computador desenhar o objeto 3D na tela. Ora, ele tem que desenhar mais polígonos! Quanto menos polígonos, mais rápido é a renderização, porém a qualidade visual do modelo é mais baixa. Aí vai da necessidade de cada jogo! Às vezes, o jogo funciona muito bem com objetos low-poly, mas sempre tem aqueles de maior detalhe onde queremos usar uma malha mais segmentada. O importante é o equilíbrio entre essas duas abordagens para gerar o melhor conteúdo para o jogo.
Versão 5.3 - Todos os Direitos reservados